Delegação do SINASEFE-IFBA/CMS participa do 3º ENNIQ em Brasília (DF)
Entre os dias 25 e 29 de novembro, a Delegação do SINASEFE-IFBA/CMS, composta por 14 filiadas(os), esteve em Brasília participando do 3º Encontro de Negras, Negros, Indígenas e Quilombolas (ENNIQ). A abertura ocorreu durante a Marcha das Mulheres Negras, que reuniu cerca de 300 mil pessoas.
De acordo com Marlene Socorro, docente do Campus Salvador, a Marcha foi marcada por forte organização e potência política. “Contamos com a participação do Movimento Negro, sindicatos e parlamentares. Foram quatro trios durante a Marcha e apresentações regionais — como capoeira e grupos folclóricos. Além disso, tivemos pronunciamentos de mulheres do movimento organizado e de parlamentares, como Benedita da Silva, Olívia Santana, Lídice da Mata e a ministra Ariele Franco, entre outras”, afirma a professora.
O encontro reuniu mais de 180 sindicalizadas(os) de todas as regiões do país e teve como tema ‘Corpo-Território, Vozes Coletivas na Luta por Reparação, Bem Viver e Contra o Marco Temporal’. As discussões aconteceram principalmente no campus Brasília do IFB, mas também incluíram participação em uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a Reforma Administrativa e uma visita ao Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental-GO.
Para Marcia Regina Pinho, docente do Campus Santo Amaro da Purificação, que participou do encontro e da Marcha pela primeira vez, a experiência foi significativa. “Ir ao ENNIQ não foi só vivenciar o que eu já esperava: potência, denúncia e celebração. Marchamos pelo direito à vida, pelo enfrentamento às violências e pela igualdade de gênero — pelo nosso direito de existir. Durante o evento houve mesas e palestras, todas com abertura para o diálogo e muitas trocas, além do destaque para a importância da participação feminina negra, indígena, quilombola e cigana nos espaços de poder”, relata a docente.
Para Ualace Melo, docente do Campus Irecê, os relatos de professores civis dos Colégios Militares sobre o assédio enfrentado ao tentarem levar discussões progressistas para esses ambientes chamaram atenção. “É uma luta diária e que precisa do nosso apoio. Para mim, como homem negro, o evento foi de grande valia. O aprendizado veio não só das palestras, mas principalmente das ricas conversas e trocas com companheiros e companheiras. Saio fortalecido e com mais subsídios para contribuir com o nosso SINASEFE-IFBA/CMS”, pontua Ualace.
A Plenária Final, suspensa em razão da comoção pela morte das servidoras do Cefet-RJ, Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, será retomada virtualmente em data a ser informada. Como definido no 2º ENNIQ, o evento foi destinado exclusivamente a pessoas racializadas, indígenas, quilombolas e ciganas sindicalizadas ao SINASEFE.
Fotos: Ualace Melo
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